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domingo, 9 de outubro de 2011

texto 3º ano 4º bimestre

3º ano - Trabalhos 4º bimestre
Fazer um Vídeo ou slides em power point de acordo com o que se pede
Tema : felicidade
No seu trabalho deverá responder as questões
• O que é felicidade?
• Como conquistar a felicidade (estoicismo ou hedonismo)?
• Qual a relação entre felicidade e bem estar social?

Tema 1: Filosofia e literatura

Comparação entre Filosofia e Literatura:
Semelhanças:
• Filosofia e Literatura abordam temas em comum;
• a Literatura problematiza situações do cotidiano e provoca reflexão, assim como a Filosofia.
Diferenças:
• Literatura: busca suscitar em nós emoções; tem um caráter fictício; representa situações universais (o universal) sob a forma de um conjunto de representações individuais.
• A filosofia busca significados na ordem do humano a partir de uma reflexão que deve ser radical, rigorosa e de conjunto (conforme Demerval Saviani) e, dessa forma, questionar certezas e verdades.

Atividade 2: Escrever um texto dissertativo em seu caderno e entregue ao professor apresentando as diferenças entre filosofia e literatura.

















Tema 2 – A Felicidade: estoicos e hedonistas
Todo mundo quer ser feliz. Isso é ponto pacífico. No entanto, o que é a felicidade? A resposta a essa questão é certamente matéria de muita discussão e controvérsia. Para uns a felicidade está na buscar do prazer. Para outros, o prazer tem como consequência a instabilidade, a dor e o sofrimento. Por isso, o ideal seria não dar asas às paixões e controlá-las.
Também há quem pense que a perfeita felicidade só se encontra numa vida futura, que deve existir após deixarmos este "vale de lágrimas". Para outros, ainda, não é a felicidade que conta, o que importa é agir conforme o dever, ainda que isso exija muito desgosto.
Essas questões - que qualquer pessoa sempre acaba se colocando algumas vezes, de um modo ou de outro - também têm sido preocupação de muitos filósofos, através dos tempos.
Para o filósofo Aristóteles (384-322 a. C), todas as atividades humanas aspiram a algum bem, dentre os quais o maior é a felicidade. Segundo esse filósofo, entretanto, a felicidade não consiste em prazeres ou riquezas. Aristóteles considerava que o pensar é aquilo que mais caracteriza o homem, concluindo daí que a felicidade consiste numa atividade da alma que esteja de acordo com a razão.

A filosofia do prazer
Já os adeptos do hedonismo (do grego "hedoné" = "prazer"), acreditavam que o bem se encontra no prazer. No entanto, convém esclarecer que o principal representante do hedonismo grego, no século 3 a.C., o filósofo Epicuro, considerava que os prazeres do corpo são causa de ansiedade e sofrimento. Segundo ele, para a alma permanecer imperturbável, é preciso desprezar os prazeres materiais privilegiando-se os prazeres espirituais.

Genericamente, pode-se dizer que a nossa civilização contemporânea é hedonista, pois identifica a felicidade com o prazer, obtido principalmente pela aquisição de bens de consumo: ter uma bela casa, carro, boas roupas, boa comida, múltiplas experiências sexuais sem compromisso, etc. E, também, na dificuldade de suportar qualquer desconforto: doenças, problemas nos relacionamentos pessoais, o fato de a morte ser inevitável, etc.

Estoicismo
Na mesma época dos hedonistas, Zenão de Cício fundava o pensamento estoico, desprezando os prazeres em geral, por considerar que deles decorrem muitos males. Segundo ele, deve-se buscar eliminar as paixões, que só produzem sofrimento. O homem sábio vive de acordo com a natureza e a razão. Desse modo, deve aceitar com resignação a adversidade e o sofrimento. "Suporta e abstém-te", era a sua máxima.
O estoicismo foi uma corrente filosófica que vigorou por cinco séculos, encontrando seu apogeu na Roma imperial. Seu conteúdo seduzia tanto escravos, como Epitecto (50-127 d. C), quanto imperadores, como Marco Aurélio (121-180 d. C). Um de seus maiores expoentes foi Sêneca, que, entre outras coisas, foi o tutor do imperador Nero. O objetivo de sua moral é chegar à ataraxia, a ausência total de perturbação do espírito.
O ideal estoico originou a noção de ascese que consiste no aperfeiçoamento da vida espiritual por meio de práticas de mortificação do corpo, como jejum, abstinência e flagelação. O ideal ascético foi muito bem aceito pelo cristianismo medieval, que via no sofrimento uma forma de aproximação com Cristo.

Atividade 3 livrinho p. 9(1-2)

Atividade 4 Livrinho p.17 questões 1,2,3.

Tema 3 – Felicidade e valores contemporâneos: ser feliz é preciso

Consumo
Segundo um relatório internacional "nas últimas décadas, a globalização introduziu milhões de pessoas no mercado de bens de consumo, ao mesmo tempo em que proporcionou a tecnologia e o capital necessários para produzi-los e disseminá-los. Mas apesar da importância que este aumento teve no crescimento econômico, bem como a geração de empregos, este panorama não tem feito as pessoas mais felizes." É evidente que as pessoas precisam consumir para sobreviver, e os mais pobres devem ter acesso ao consumo que lhes permita uma vida mais digna com oportunidades iguais. O consumo doméstico de produtos e serviços saltou de 4,8 trilhões de dólares em 1960, para 20 trilhões em 2.000.
Mas o estudo também alerta para as consequências inevitáveis deste crescimento global. Caso os 9 bilhões que habitarão o planeta em 2050, continuem consumindo neste nível de desigualdade, não haverá água, ar puro, florestas e diversidade biológica suficientes.
Você pode estar se perguntando é, de que forma tudo isto tem a ver com minha realidade presente e futura. E eu diria, tudo. Como cidadão, profissional, pai e responsável pela sua qualidade de vida ninguém está isento destas responsabilidades. Ter mais recursos não vai me deixar feliz porque posso almoçar duas vezes. Jantar três ou viajar o tempo todo de primeira classe, mas tudo isso sem um planeta ou sociedade em que viver, como perceberei que sou feliz? Diante da miséria de tantos, serei feliz sozinho?
O consumo tem limites que devem ser estabelecidos pelo nível de qualidade de vida que cada um pretende alcançar e preservar.

Morte
Que atitude deveremos ter em relação à nossa mortalidade?
Obviamente, isso depende do que julgamos que acontece quando morremos. Algumas pessoas acreditam que irão viver para sempre no paraíso. A morte, portanto, é como mudar para uma casa melhor. Se acreditamos nisto, devemos pensar que a morte é boa, pois ficaremos melhor depois de morrermos. Aparentemente, Sócrates tinha esta atitude, mas a maior parte das pessoas não a tem.
A morte pode ser, pelo contrário, o fim permanente da nossa existência. Se assim for, a nossa consciência extinguir-se-á e será o nosso fim. Assim, esta perspectiva acredita que se a nossa vida pudesse continuar, poderíamos desfrutar de todos os gêneros de coisas boas. Deste modo, a morte é um mal porque põe fim às coisas boas da vida. É por esta razão que não quero morrer .
Mas será que o fato de estar condenado a morrer torna a minha vida absurda? Afinal, diz-se, o que interessa trabalhar, fazer amigos e constituir uma família se acabaremos por deixar de existir? Esta ideia tem uma certa ressonância emocional, mas envolve um erro fundamental. Temos de distinguir o valor de uma coisa da sua duração. Estas são questões diferentes. Uma coisa pode ser boa enquanto dura, mesmo que não vá durar para sempre. Enquanto controlaram o Afeganistão, os talibã destruíram diversos monumentos antigos. Isso foi uma tragédia porque esses monumentos eram maravilhosos, e o fato de serem vulneráveis não os tornava menos valiosos. Também uma vida humana pode ser maravilhosa, mesmo que tenha de terminar inevitavelmente. Pelo menos, o simples fato de que vai terminar não anula o valor que tenha.

Atividade 6. livrinho p. 21-22 “você aprendeu” questões 1,2,3




Tema 4: Felicidade: Dimensão subjetiva , social e política
Dimensão subjetiva: A reflexão filosófica pode ajudar a ser feliz, na medida em que favorece o questionamento, leva ao autoconhecimento e contempla em nossa história um conjunto de obras, sob cujos pontos de vista a nossa relação com a felicidade é pensada, ao abordar algumas condições emocionais e alguns valores pessoais que costumam propiciar a infelicidade. São campos férteis para infelicidade: não saber lidar com frustrações; ser escravo do próprio desejo; desejar o impossível; ver-se como centro do mundo; não realizar o esforço de conhecer a si próprio; deixar-se levar pelas emoções; não respeitar as próprias emoções; não cuidar da saúde; não cuidar do próprio espaço; não cuidar da saúde emocional, mental, psicológica; não parar para pensar, para planejar e não refletir sobre as consequências dos próprios atos; não aceitar a ideia de que não existem opções sem perdas.
Algumas pessoas que se julgam felizes, contemplam todas as condições psicológicas e intelectuais para enfrentarem as questões acima descritas e de fato o fazem, distinguindo as tais fronteiras entre a aceitação diante do inevitável e o conformismo que impede a solução de problemas.
Existem outras pessoas que não conseguem lidar com perdas e entraves aos desejos, apesar de elas apresentarem condições intelectuais para essa reflexão, sobre o que poderiam mudar e rever em sua própria postura e em seu conjunto de valores, para, sem resvalar no conformismo, aceitar sem traumas as frustrações impostas pela vida. Em geral, são pessoas que participam de tratamentos psicoterapêuticos e sabem questionar sua relação com a felicidade, mas ainda assim não conseguem ser felizes por conta de entraves de natureza emocional, produzidos em sua grande parte justamente em situações de frustrações aos desejos.
Tem algumas pessoas para as quais essas questões não se colocam e seguem a vida sem questionamentos sobre a possibilidade de serem felizes ou de lidarem melhor com os motivos para a infelicidade que a experiência vivencial oferece.
Ainda existem pessoas capazes de boas relações com as frustrações e capazes de construir ideias de felicidade que se assentam na aceitação do que é inevitável, para o bem e para o mal, sem que realizem reflexão alguma a respeito, e que cultivam postura feliz diante da vida.
É importante lembrar que uma mesma pessoa pode transitar em diferentes comportamentos a depender de diferentes momentos da vida.
Dimensão Social: A reflexão filosófica deve ajudar a compreender que a felicidade e o prazer a qualquer preço não condizem com a construção de uma vida solidária, na qual a lógica da vantagem de uns sobre os outros merece ser banida, e portanto a felicidade de todos também é um critério e um limite para a capacidade de lutar pelo que se quer ou lutar pela própria felicidade. Impossibilidade de autossuficiência para a satisfação das necessidades subjetivas e objetivas do ser humano; a sua natureza essencialmente política; o fato de a vida em sociedade ser uma constante “troca de bens e serviços”, configurando-se, assim, uma relação de interdependência entre os membros dessa sociedade; o caráter socialmente produzido da felicidade; a associação feita pela sociedade entre felicidade e as “tendências egoístas ou do ‘espírito de posse’ do indivíduo”, que faz com que o ter de uns ocorra à custa do não ter dos demais; a responsabilidade coletiva pela construção de relações sociais mais felizes.
Dimensão Política: Podemos notar a relação entre a felicidade e as políticas governamentais, evidenciando a dimensão política da primeira; destaca-se a importância da participação política para a realização da felicidade; as diferentes formas dessa participação;a impossibilidade prática de abster-se da política e as consequências do desinteresse do povo por ela; o fato de que a participação política não é necessariamente prazerosa, mas necessária; a impossibilidade de separar radicalmente interesses privados dos interesses públicos; a importância da democracia para a participação política e, consequentemente, para a busca da felicidade.

Atividade 7: livrinho p. 29 (questões 1,2,3,4) e p. 31-32 (questões 1,2,3,4)

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